Já faz um certo tempo que vivi (algumas repetidas e cansativas vezes) uma situação ridícula ao conhecer garotos. Papo vai e papo vem, curiosidade é normal e (quase sempre) perguntam como é ser gay ou a clássica: Como é que pode o cara gostar de pinto? Bem, eu desde meus 17 aninhos sou muito bem resolvido com isso e pacientemente sempre que questionado sobre a homossexualidade levo na brincadeira, respondo de tudo e ainda faço piada. Há uma enoooooooooorme tendencia aos garotos pensarem que conversar é derivado de “dar em cima”, aliás, 80% dos caras que conheci ao longo de meus 23 aninhos (muito bem vividos) associa “conversar com” a “querer dar para”. Inúmeras vezes conheci garotos e a certa altura da troca de informações revelo ser gay e percebo a pessoa interpretar essa “revelação” como uma cantada. Até uns dois anos atrás (ultima vez que lembro de ter vivido tal situação) isso costumava me incomodar, na verdade, ainda incomoda. Mas na ultima vez lembro de ter superado isso de uma forma bem humorada: ao contar ao garoto sobre minha natureza sexual, logo disparei um “Não, eu não quero dar para você.”
Um dia ainda entendo a mente desses “héteros”.
- Texto primeiramente postado em 17/09/09
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