Estava eu a caminho da 57ª Feira do Livro de Porto Alegre, onde fui para a tarde de autógrafos de Martha Medeiros (gaúcha que dá orgulho e MUITO me inspira), e deixei de ligar para um amigo (confesso que um ex rolo mas hoje super amigo) por um comentário de meu namorado. Foi coisa pouca, mas por estar acostumado com o relacionamento anterior, fiquei naquela situação desagradável de evitar para não causar. Fui sozinho à Feira do Livro e amei, consegui o que queria, depois de quase uma hora e meia conheci a Martha, que é simpática (estava cansada, tadinha). Mas após alguma caminhada catando um dicionário (não sei como fui um escritor/blogayro fail não tendo um com o "novo" acordo ortográfico até hoje) eu pensei sobre a relação ex e atual que (em quase todos os relacionamentos) é pior que a rivalidade há séculos criada entre Deus e o Demônio (que eu vejo como um único ser pois todos temos o bem e o mal dentro de nós, mas isso já viraria outro post). Qual é o maldito problema entre o ATUAL e o EX?
Para alguns o problema é imaginar alguém tocando o atual e (apenas ao coração cego de amor) intocado amado. Para outros é aquela velha (e ridícula) história de "já tiveram algo juntos, é aí que mora o perigo", a velha frase tosca usada unica e exclusivamente para disfarçar a baixa autoestima, que o deixa inseguro e incapaz de dar liberdade necessária a qualquer relacionamento maduro e saudável. Cadê o positivismo das bee? Eu tenho o meu: salvo os milagres de relacionamentos em que tu te casas com o primeiro e único amor e vive a vida toda, todos têm passado, todos sofreram ou já fizeram sofrer por amor (quem ousar responder um não nos comentários leva praga de pegar só bofe broxa). Somos nosso passado, desde sempre. Só viver traz aprendizado para encarar novamente situações com outra perspectiva, e o passar do tempo é muito mais do que envelhecer para quem dele bem usufrui. Eu nunca encanei com esse lance de ex (seja falar sobre ou com), meu namorado também não (eu fui quem fiz o ridículo traumatizado esta tarde). Mas tem gente que simplesmente tem um pití daqueles de passar rapidamente de "Gay Discreto" e admirado para bicha barraqueira de vila que pega bofe casado do morro. Eu acho o cúmulo esse apego ao passado de forma negativa e baixa.
Penso e reviso tudo que aprendi sentimentalmente, cada vicio, cada mania, cada novo obstáculo, cada pormenor e (sinceramente) é legal poder usar a frase clichê: eu sou o que eu vivi. Dentro de minha "evolução sentimental" há um pouco de cada homossexual com quem tive relação. Todos carregamos o ex para sempre, querendo ou não, nos aprendizados extraídos da relação. Por tanto, invés de pensar que é o cúmulo, fim do mundo, fim da "picada"(com ambiguidade please) que meu namorado fale sobre/com o ex (o que é muito involutivo para minha mente aberta), recomendo a todos pensar que reflitam: se este ex já passou pela vida de seu atual foi para que hoje tu tenhas essa versão 2.0 (e no ponto para a tua pessoa) do teu atual amado. Simples assim a vida segue e a questão enigmática do ex se desfez para mim.
Para alguns o problema é imaginar alguém tocando o atual e (apenas ao coração cego de amor) intocado amado. Para outros é aquela velha (e ridícula) história de "já tiveram algo juntos, é aí que mora o perigo", a velha frase tosca usada unica e exclusivamente para disfarçar a baixa autoestima, que o deixa inseguro e incapaz de dar liberdade necessária a qualquer relacionamento maduro e saudável. Cadê o positivismo das bee? Eu tenho o meu: salvo os milagres de relacionamentos em que tu te casas com o primeiro e único amor e vive a vida toda, todos têm passado, todos sofreram ou já fizeram sofrer por amor (
Penso e reviso tudo que aprendi sentimentalmente, cada vicio, cada mania, cada novo obstáculo, cada pormenor e (sinceramente) é legal poder usar a frase clichê: eu sou o que eu vivi. Dentro de minha "evolução sentimental" há um pouco de cada homossexual com quem tive relação. Todos carregamos o ex para sempre, querendo ou não, nos aprendizados extraídos da relação. Por tanto, invés de pensar que é o cúmulo, fim do mundo, fim da "picada"
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