terça-feira, 24 de julho de 2012

Born this way? Não, mudei com o tempo!

      Existem algumas características que herdamos dos pais, outras são peculiares de cada um, mas ao longo dos anos sempre aprendemos com a vida e moldamos nossa personalidade e costumes (ou não). Acredito que estamos na vida de passagem para aprender e ensinar como evoluir como ser humano, mas infelizmente nem todos estão abertos e prontos para encarar a vida em uma linha de evolução. Me apavoro com a quantidade de gente que vejo usar a frase "nasci assim e não vou mudar" e a frequência com que ouço isso triplicou após Lady Gaga gritar seu hino de independência (mal interpretado) Born This Way!


Não tenho nada contra little monsters, bem pelo contrário, eu também adoro a Gaga (apesar de não a considerar uma Deusa como a maioria dos fãs o faz). Mas o que tenho visto ultimamente é muita gente pegando carona no "Born This Way" way of life da forma mais inapropriada possível. É fato que todos somos diferentes e temos diversos defeitos que precisam ser aprimorados ao longo da vida, através de muitas experiências (ruins ou boas). Infelizmente tem gente que captou a letra da música e mensagem (ótima por sinal) da Gaga como uma forma de simplesmente justificar seus defeitos, é aí que a coisa desanda.

        Se eu for dizer "I was born this way" para cada vez que alguém me aponta um defeito eu vou dizer praticamente "me conformo em errar e sou feliz assim". Esse é o problema da maioria dos Gaga lovers (ao menos os que eu tenho convivido, ok?). O “nasci assim” carrega muita coisa e sinceramente eu não sou quem eu era como nasci e nenhum ser humano é (tenha ele 18, 25, ou 70 anos) “todas muda”. Se alguém permanece seu caráter exatamente como nasceu eu diria “se mata veado pois a viver ensina mais que isso, a vida é mais - oi”. Sem contar o fato de que quando nascemos se quer temos opinião ou capacidade de raciocínio, isso é super lógico, mas vamos ignorar essa parte.



        Enfim, não quero ódio de Gaga Lover, mas quero maturidade e evolução. Em pleno século vinte e um ver figuras usando o termo (já supracitado) para demonstrar não ter vontade de mudar seus defeitos é como ver um idoso dizer que não aceita um homossexual pois (em sua mente que não passava perto das bee) no seu tempo isso não existia. Que espalhemos a boa ideia da música, nossa essência é fundamental. Agora quanto aos nossos defeitos, deixemos que as experiências transformem em virtudes.


Obs: Texto inicialmente publicado para o blog ahaza magazine, na coluna monologay (hoje sem mais vinculo com o mesmo).

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