Final da noite passada foi simplesmente um caos em minha vidinha pacata. Estava disposto a arrumar a bagunça do meu quarto (que pela terceira noite ignorei) e ir dormir tranquilamente para recarregar as energias e começar bem a semana. Planos e mais planos para descansar mas não, fui atormentado repentinamente por um pequeno inseto verde e nojento.
Pesquisa feita via wikipédia: o "bicho" é um
(ou seria uma?) Nezara viridula. Conhecido em muitos lugares como Maria-fedida mas aqui sempre ouvi chamarem de fede-fede, simples e nojento assim. Mas não fui eu quem começou com implicância, nada foi gratuito, posso jurar. Eu estava super na minha, tri de boa, terminando o post que publiquei na noite anterior quando o vi. Aquela coisinha verde ali nem me assustou nem nada, como estava no estabilizador (uns quarenta centímetros de distância) para que tirar se ficou ali paradinho?! Trocamos alguns olhares mas decidi não dar intimidade para não me apegar
(fim de noite e sempre rola aquela carência né?!). Tava quase terminado o nosso contato quando eu decidi virar para pegar o jornal e vi que ele foi para meus fones de ouvido. Os fones estarem em meu pescoço é mero detalhe, o berro que eu abafei foi o que surpreendeu mas claro que no susto bati com o jornal em meu próprio carão. A pancada fez com que o inseto, que não tem apelido de fede-fede a toa, soltasse o mau
(brigado ao pessoal que me insinou a diferença de mal e mau no twitter) cheiro que se espalhou por todo o ambiente e, óbvio, me fez tomar um banho. Fui para o banho não só pelo fedor mas por não saber onde o maldito foi parar e com medo de uma vingança perversa do bicho ou bicha... vai saber(?).
Banho tomado e eu merecia aquele momento relaxante de deitar no travesseiro e encerrar bem a noite. Me acomodei afim de ler, não passo uma noite sem ler alguma crônica ou texto, peguei o jornal e me preparei para ler a sempre prazerosa crônica da Martha Medeiros. Surpresa! Fedor no jornal para relembrar a cena da minha luta pelos meus fones e minha paz, mas um alívio me veio ao olhar ao redor e perceber que o dito cujo não estava mais ali. Atirei o papel fedorento no canto do quarto e apaguei as luzes rindo do meu próprio drama pensando "ao menos vai render um bom post no blog". Tá aqui.
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