terça-feira, 22 de novembro de 2011

Nem todos os gays...

Nem todos os gays gostam de Divas do mundo pop. 
Nem todos os gays são vulgares. 
Nem todos os gays sabem se vestir bem.
Nem todos os gays são fashionistas. 
Nem todos os gays são afeminados. 
Nem todos os gays querem sair dando pra todo mundo por aí, muitos querem mas não todos. 
Nem todos os gays são assumidos, assim como nem todos os gays têm de ser reservados ou enrustidos (respeitemos as diferenças entre nós né bees).
Nem todos os gays curtem serem chamados de gays, veados (viados), bixas, bees e tantos outros, afinal de contas cada um tem um nome civil.
Nem todos os gays querem ser “uma quase mulher”.
Nem todos os gays sabem lutar por igualdade sem invadir o espaço do outro e denegrir a imagem do todo.
Nem todos os gays entendem o que é ser gay e usam sua condição como chave pra vitimização, extravasar o exibicionismo e mal comportamento.
Nem todos os gays querem uma vida glamourosa, mas a maioria quer uma vida digna e com direitos iguais.
Nem todos os gays levantam a bandeira da homossexualidade pois a maioria dos gays já a ergueu, botou fogo e mostrou pra todo mundo como estragar a bandeira.
Nem tudo está perdido pois nem todos os gays sentam e assistem o circo pegar fogo sem se levantar e pegar a mangueira (com ambiguidade por favor) para acabar com o incêndio.
Nem todos os gays são iguais, mas garanto que todos seriam melhores se ao menos a tão sonhada igualdade estivesse mais próxima.
Mas sejamos otimistas, muito já se conquistou mesmo que nem todos os gays sejam preocupados com isso. 

- Primeiramente postado via wordpress em 27/12/2010

Um comentário:

  1. Muito bom teu texto, bastante reflexivo! A sociedade tenta rotular as pessoas, e colocá-las em gavetas cada uma com seu adesivo de identificação, o problema é que pertencer a um determinado grupo não confere aos outros uma leitura de identidade. Não só no caso da sexualidade, como também em outros casos tenta nos definir por padrões de comportamento que servem para delinear perfis de consumo de bens para a provável classe que pertencemos, no entanto, estes padrões são ilusórios e acabal por nós privar de nossa liberdade identitária.

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