Muito se fala e se critica a bissexualidade ou pessoas que por vezes tem experiências sexuais variadas, muito se julga isso também. Dentro de uma sociedade onde até pouco tempo a homossexualidade era tida como condenável, envergonha-me saber que muitos gays discriminam os bissexuais, e sim eu já fui um deles.
Julgar as pessoas pela liberdade de terem a sexualidade em aberto sem definição ou rótulo é algo ridículo pra um mundo já tão desenvolvido. Até mesmo porque quase todos nós já tivemos algum dia uma relação com alguém do sexo oposto (mesmo que como uma experimentadinha básica). Seja por ainda não saber sua natureza sexual ou por imposição da sociedade desde cedo ditando “como deve ser”, acredito que todos nós gays já passamos pelo outro caminho antes de seguir o arco-íris, não?! Bem, ao menos eu não acordei um dia e decidi beijar garotos e agarrar seus genitais pra ver se era isso que me satisfazia, veio ao natural.
O ponto (ao meu ver, óbvio pois sou eu a bixa filosófica no “monólogo” em questão #calabocamenteinqueta) é que acredito que nada, absolutamente nada, quando se trata de sexualidade deve ser julgado. Não temos o sentimento do próximo e nem o desejo correndo nas nossas próprias veias com a mesma intensidade que no “dele” corre e isso nos desqualifica da posição de julgadores ou críticos. Seja ao bi, ao trans ou ao travesti, todos vamos morrer e feder e estamos só de passagem nessa maravilhosa complicação que chamamos de vida. Transpiramos sexualidade e isso é o suficiente para existir tanta diversidade, todos queremos é a carne, não importa se ela vem com o rótulo que vier, desejo é tudo. Tem gente que come gado hoje e amanhã prefere frango, talvez depois peru, nos sábados veados e por aí as coisas vão.
Julgue aquele que nunca foi julgado, mas para mim “aquele” ainda está para nascer.
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