domingo, 4 de novembro de 2012

Será que eu sou o "algo terrível"?


Reencontros com antigos amigos sempre trazem a tona alguma coisa do passado, ao menos a mim sempre trouxeram. Há um bom tempo atrás ao encontrar uma amiga não foi muito diferente. Nos atualizamos sobre a vida um do outro no trajeto de trem e depois fofocamos sobre o passado e amigos em comum no ônibus.
Sempre vem aquela perguntinha clássica sobre um ou algum dos teus ex-namorados ou rolos mais esquecidos, que por sinal nunca me sinto mal em responder pois a mim sempre soa como superação e não pesar de fim de relação.
A moral é que depois que "todas chora" vem o todas "todas supera". Então a amigona perguntou do "Fulano" (ainda vou escrever detalhadamente sobre esse boy magia pegador das muitas gatas do bairro que, SIM, eu já pegay). Respondi que fomos amigos por mais um tempo e que não rola mais nada, até porque ele é o tipo de cara que acredito que não tem sexualidade definida, simples assim, ele sempre vai seguir os instintos e viver de sexo e paixões, seja com homens ou mulheres, e depois de odiá-lo por um longo tempo hoje o admiro e amo como uma pessoa elevada (levada também) e sofisticada sexualmente-Q?!
O ponto alto e mais curioso deste papo descontraído foi quando minha amiga me fofocou ter ouvido por aí que a ex-namorada do "famoso pegador" terminou com ele após descobrir "algo terrível" a respeito dele. Diante do olhar conservador da nossa amada e hipócrita sociedade ficou aquela pulga atrás da orelha: Será eu que sou o "algo terrível"? Nunca me achei um máximo por ter ficado com um cara por meses enquanto ele namorava uma garota (porém sabemos as burradas as quais o amor nos submete), mas ao mesmo tempo ele estava com o bairro inteiro e as filas de fãs dos shows da Fresno também.
No fim das contas ficou apenas a dúvida mesmo na cabeça. Nunca se sabe quando se é a pedra no sapato de alguém e, como perdi contato com o tal "womanizer" (que ainda até hoje jura que é hétero e uma sociedade inteira jura que acredita), eu nem vou saber qual o real problema por trás do fim do namoro dele. Certas coisas são melhores longe de nossos ouvidos mas certos fatos são ótimos de serem revividos em conversas ou apenas na memória, ao menos rendem história pra contar ou digitar.

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